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Caso Hytalo Santos: Influenciador é Investigado por Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual de Menores

Contexto e prisão

O influenciador digital Hytalo Santos foi preso em 15 de agosto de 2025, em Carapicuíba (SP), em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça da Paraíba. A ação contou com uma força-tarefa envolvendo autoridades da Paraíba e de São Paulo

Ele é alvo de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Polícia Civil, com foco em tráfico de pessoas, exploração sexual infantil e trabalho infantil artístico irregular, sobretudo pelos conteúdos com crianças e adolescentes veiculados em suas redes sociais

Cronologia do caso

2024: As investigações foram iniciadas após denúncias relacionadas a violações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

6 de agosto de 2025: O youtuber Felca publica o vídeo “adultização”, denunciando a sexualização e exploração de menores por influenciadores, entre eles Hytalo Santos. O vídeo viralizam em poucos dias, ganhando milhões de visualizações e gerando amplo debate público

12 de agosto de 2025: A Justiça mandou desmonetizar vídeos de Hytalo que contenham menores, desativar seus perfis e proibiu o influenciador de contatar os adolescentes e seus responsáveis

Aspectos das denúncias

Felca e o MPPB apontam que Hytalo adultizava e sexualizava adolescentes, gravando rotinas com coreografias sensuais, frequentando ambiente de exploração e monetizando o conteúdo por meio de propaganda, rifas, sorteios, além de contratos com sites de apostas — um deles ultrapassou R$ 720 mil

A UOL revelou que o caso envolve uma das menores com quem Hytalo mantinha relacionamento desde os 7 anos, e que ela já produzia conteúdos aos 10 — os conteúdos geraram medidas protetivas em 2022, apesar de o caso ter sido arquivado em fevereiro de 2024, sob alegação de que a menor estava escolarizada, frequentando aulas e com acompanhamento psiquiátrico adequado

Os pagamentos aos pais das adolescentes variavam entre R$ 2.000 e R$ 3.000 mensais, configurando uma espécie de mesada em troca da permanência dos filhos na casa de Hytalo

Versões dos envolvidos

Defesa de Hytalo: Declara ter recebido a notícia da prisão em 15 de agosto sem acesso à decisão judicial, e afirma que ingressará com habeas corpus, reafirmando a inocência e a colaboração com as autoridades
CNN Brasil

Mãe de uma das adolescentes: Em entrevista ao Domingo Espetacular, ela afirmou que não “viu nada demais” e que a filha teve infância — inclusive relatou ter vendido sua casa e abandonado o emprego para apoiar o projeto

Impactos e desdobramentos

O vídeo de Felca teve enorme repercussão: levou à desativação de perfis, gerou debates sobre leis de proteção infantil na internet e inspirou projetos legislativos apelidados de “Lei Felca” — pelo menos 32 propostas foram apresentadas na Câmara dos Deputados

Linha do Tempo Resumida
Ano/Data Evento
2020 Primeira denúncia sobre sexualização de menor, quando ela tinha 12 anos; MP inicia apuração

2022 Adoção de medidas protetivas (acompanhamento tutelar e psiquiátrico)

Fevereiro 2024 Arquivamento do caso alegando cumprimento das medidas

6 de ago. 2025 Vídeo de Felca denuncia Hytalo; ganha visibilidade nacional

12 de ago. 2025 Justiça ordena desmonetização e bloqueio de contato com menores

15 de ago. 2025 Hytalo e seu parceiro são presos em SP

Em resumo, sua notícia inicial contém os principais pontos, mas faltava incorporar:

Esse histórico de investigação desde 2024.

O impacto viral do vídeo de Felca e suas consequências legais.

Detalhes sobre os contratos de monetização, os valores envolvidos e a forma como os filhos eram chamados de “crias”.

As versões da defesa e o depoimento da mãe de uma das adolescentes.

A dimensão legislativa e social da repercussão.

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